O Brasil registrou oficialmente 1.910 mortes ligadas à covid-19 nesta quarta-feira (03/03), segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).

É a pior marca diária registrada desde o início da pandemia. O recorde anterior havia sido justamente registrado no dia anterior, quando foram contabilizados 1.641 óbitos.

Com isso, o total de mortes no país associadas à doença chega a 259.271.

Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação.

O país vive um novo momento de aceleração da doença, com registro de colapso da rede de saúde pública em vários estados.

Ainda nesta quarta-feira, foram identificados 71.704 novos casos da doença, elevando o total oficial para 10.718.630. A marca novos casos desta quarta-feira é a segunda pior já registrada desde o início da pandemia. Só é superada pelo registro de 7 de janeiro, quando foram contabilziados mais de 87 mil casos.

O Conass não divulga número de recuperados. Segundo o Ministério da Saúde, 9.527.173 pacientes haviam se recuperado até terça-feira.

A taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 123,4 no Brasil, a 21ª mais alta do mundo, quando desconsiderados os países nanicos San Marino, Liechtenstein e Andorra.

Em números absolutos, o Brasil é o terceiro país do mundo com mais infecções, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 28,7 milhões de casos, e da Índia, com 11,1 milhões. Mas é o segundo em número absoluto de mortos, já que mais de 518 mil pessoas morreram nos EUA.

Ao todo, mais de 115 milhões de pessoas já contraíram oficialmente o coronavírus no mundo, e 2,55 milhões de pacientes morreram.

 

Fonte: DW